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ENTRE SALTA E CAFAYATE: UM ROTEIRO INESQUECÍVEL
As paisagens que compõem a província de Salta, assim como toda a região noroeste da Argentina, são simplesmente deslumbrantes. Ao longo do percurso, destacam-se desfiladeiros, vales e pequenos povoados escondidos, tornando a viagem entre Salta e Cafayate uma experiência única.
UM PASSEIO INESQUECÍVEL
No texto de hoje, quero falar sobre um passeio incrível pelo interior da província de Salta. A jornada começa na capital e segue rumo ao sul, revelando cenários impressionantes ao longo do caminho.
Nos primeiros quilômetros, ao deixar Salta, é possível avistar extensas plantações de tabaco às margens da Rota Nacional 68. Durante o verão, a vegetação ao longo da estrada fica exuberante devido às chuvas, criando um contraste de tons verdes que encantam qualquer viajante. Pode parecer um detalhe simples, mas o charme da paisagem é cativante.
GARGANTA DEL DIABLO
Uma das primeiras paradas recomendadas para fotos panorâmicas é o mirante de La Viña, que oferece uma vista privilegiada do vale. Seguindo pela rodovia, chegamos à famosa Garganta del Diablo, um local sagrado para os antigos Diaguitas, povo indígena que habitava a região. O local abriga um cânion profundo e estreito, impressionante pela sua formação geológica.
O ANFITEATRO
Muito próximo à Garganta del Diablo encontra-se outra maravilha natural: o Anfiteatro. Essa formação rochosa possui um vão amplo que se estreita em uma espécie de câmara acústica, com paredes de mais de vinte metros de altura e um piso totalmente plano. Sua forma proporciona uma acústica excepcional, tornando-se um ponto de encontro para músicos que frequentemente tocam canções típicas da região.
O OBELISCO
O Obelisco é uma pequena montanha pontiaguda, com cerca de cinquenta metros de altura, que chama a atenção por seu topo erodido, semelhante ao icônico Obelisco de Buenos Aires.
O FRADE E O SAPO
À medida que avançamos em direção ao sul da província, a paisagem da Quebrada de las Conchas torna-se ainda mais dramática e erodida. Os guias locais costumam dizer que essa região é um verdadeiro paraíso para geólogos.
Durante o trajeto, é possível avistar montanhas com formas curiosas, algumas das quais receberam nomes específicos. Entre elas estão El Fraile (O Frade) e El Sapo (O Sapo). O Sapo é uma pedra robusta e grotesca, visível a centenas de metros de distância, com sua “boca” aberta e “olhos” voltados para o céu. Um pouco mais adiante, as montanhas parecem se inclinar em direção ao rio, criando uma ilusão de movimento. O Frade, por sua vez, tem um formato que lembra um monge em oração.
O COGUMELO
Menos impactante que outras formações, mas ainda assim curioso, El Hongo (O Cogumelo) ilustra perfeitamente a ação do vento e da água sobre a rocha ao longo dos séculos. A parte superior foi desgastada como uma tigela, enquanto a base se assemelha ao caule curto e resistente de um cogumelo.
OS CASTELOS
Como o próprio nome sugere, essa formação rochosa lembra as torres e muralhas de um castelo, criando um cenário digno de contos medievais.
TRES CRUCES
O mirante de Tres Cruces é um ponto estratégico para contemplar uma vista panorâmica espetacular do vale, sendo uma parada imperdível para quem deseja apreciar a grandiosidade da paisagem.
AS JANELAS
Pouco antes de chegar a Cafayate, encontramos Las Ventanas (As Janelas). Essa formação rochosa possui aberturas naturais que permitem avistar as grandes dunas brancas da região, pontilhadas por vinhedos verdes, além do leito argiloso e avermelhado do Rio Colorado, frequentemente seco.
Após algumas horas de viagem, a Rota Nacional 68 se encontra com a icônica Rota 40, a mais longa do país, que se estende de La Quiaca (já fui!) a Ushuaia (já fui!). Esse cruzamento marca a chegada ao tão esperado destino: Cafayate.
CHEGADA A CAFAYATE
Cafayate está localizada a 1.700 metros acima do nível do mar e encanta com seu charme colonial. Suas ruas de casas baixas são ideais para caminhadas, especialmente na primavera e no verão, quando as árvores florescem em uma explosão de cores.
Na Praça Central, vale a pena visitar a Catedral de Nossa Senhora do Rosário. Nos arredores, o Museu Regional e Arqueológico Rodolfo Bravo exibe artefatos descobertos em escavações locais. Para os amantes do vinho, o Museu da Vinha e do Vinho oferece um mergulho na tradição vitivinícola da região.
Por fim, uma excelente maneira de encerrar o passeio é sentar-se em um dos restaurantes típicos ao redor da Praça Central e saborear pratos da culinária norteña, como tamales, humitas e as clássicas empanadas argentinas
O que eu encontrei na minha visita por lá?
O que eu encontrei no Noroeste Argentino foi uma região que não se encaixa em moldes turísticos fáceis. É um lugar onde a beleza não vem embalada em papel celofane, e onde o tempo parece seguir outro ritmo. As paisagens são absurdas — montanhas coloridas, vales silenciosos, estradas que serpenteiam por horas sem sinal de vida. Mas junto com isso, encontrei cidades que ainda carregam uma certa aspereza: infraestrutura limitada, serviços que funcionam quando querem, e uma sensação constante de que o improviso faz parte do pacote.
Não é um destino para quem busca conforto. Em alguns trechos, o calor é sufocante, e em outros, o frio chega sem aviso. A altitude cobra seu preço, e a sinalização nas estradas pode ser confusa. Em Humahuaca, por exemplo, levei um tempo para entender onde exatamente começava a trilha para o mirante — não havia placas, só a boa vontade de um senhor local que me apontou o caminho com o dedo. E foi aí que percebi: o Noroeste não se revela com pressa. Ele exige paciência, escuta e disposição para lidar com o inesperado.
Mas também encontrei momentos de silêncio que não cabem em foto. Como quando parei sozinho diante da Quebrada de las Conchas, e o vento parecia conversar com as pedras. Ou quando vi o pôr do sol em Purmamarca, com as cores da montanha mudando a cada minuto, como se o lugar estivesse vivo. São experiências que não dependem de estrutura, mas de presença.
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POR FIM
Esse relato é 100% baseado na minha experiência e nas coisas que eu conheci por lá. Ninguém melhor para lhe dizer como é, do que quem foi, não é?
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