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Poucas capitais sul-americanas são tão subestimadas quanto Assunção. Encravada às margens do Rio Paraguai, essa cidade surpreende por sua mistura de tradição e modernidade, com ruas que guardam histórias do tempo colonial e avenidas pulsantes cheias de vida. Durante três dias, mergulhei nesse destino fascinante, explorando sua rica herança cultural, sua gastronomia simples e deliciosa, e sua gente acolhedora. Neste roteiro completo, vou te contar quanto gastei, como me locomovi, e o que encontrei em cada ponto turístico que visitei. Se você está planejando uma escapada pelo Paraguai, considere colocar Assunção no topo da sua lista.
Quanto custam os locais que falaremos no texto?
Ninguém merece blog que enrola pra dizer quanto custa, né? Aqui é tudo no papo reto. Os preços estão sempre em guarani paraguaio (PYG), mas também trago o equivalente em real (R$) e dólar (US$) pra facilitar. Assunção é uma das capitais mais baratas da América do Sul para visitar — dá pra conhecer quase tudo a pé e gastar pouco, especialmente nos pontos históricos.
🏛️ Museo Casa de la Independencia
O museu mais simbólico do Paraguai, onde foi planejada a independência do país, é uma parada obrigatória no centro histórico.
Preço: entrada gratuita.
Horário: de terça a sábado, das 8h às 18h, e domingo das 8h às 12h.
Dica: o pátio colonial e os móveis originais do século XIX rendem ótimas fotos. Tente ir com tempo para conversar com os guias — eles contam histórias incríveis sobre o processo de independência e os personagens envolvidos.
🕊️ Panteón Nacional de los Héroes
Inspirado no Panthéon de Paris, esse pequeno e imponente edifício guarda os restos mortais dos heróis nacionais do Paraguai.
Preço: gratuito.
Horário: diariamente das 7h às 18h.
Dica: o momento mais fotogênico é no fim da tarde, quando o sol bate na cúpula dourada e ilumina as bandeiras do entorno. Também vale assistir à troca da guarda, que ocorre em horários alternados ao longo do dia.
🏛️ Palacio de los López
A sede do governo paraguaio é um dos prédios mais bonitos de Assunção, misturando arquitetura neoclássica e toques coloniais.
Preço: visitação externa gratuita (o interior não é aberto ao público).
Horário: o ideal é ir entre 17h e 19h, quando o prédio é iluminado e a fachada reflete no Rio Paraguai.
Dica: a melhor foto é feita da Costanera de Asunción, pegando o palácio inteiro com o pôr do sol ao fundo — um clássico dos cartões-postais paraguaios.
⛪ Catedral Metropolitana de Asunción
Construída no século XVI e reconstruída diversas vezes, a catedral é o templo católico mais antigo do país e guarda relíquias de santos e generais.
Preço: gratuito.
Horário: de segunda a domingo, das 7h às 19h.
Dica: entre no interior e observe o altar de prata e as pinturas no teto. Do lado de fora, o contraste entre a fachada branca e o céu azul de Assunção rende fotos lindas, especialmente pela manhã.
Dia 1 – Centro histórico e a orla do rio
Comecei o dia pelo Palácio de los López, sede do governo paraguaio, com sua arquitetura imponente e um jardim bem cuidado. Depois, segui a pé até o Panteón Nacional de los Héroes, monumento importante onde estão sepultados heróis nacionais, envolto em uma praça movimentada.
Caminhei pelo bairro La Encarnación, admirando o antigo Cabildo (hoje um centro cultural) e terminei a manhã com um almoço típico no restaurante Lido Bar, famoso pelo caldo de peixe “soyo” e empanadas.
À tarde, fui ao Museu del Barro, um pouco mais afastado, mas imperdível. Ele mistura arte indígena, barroca e contemporânea em um só lugar. Finalizei o dia no Costanera de Asunción, a orla à beira do rio, com vista para o pôr do sol e moradores caminhando ou pedalando. Um passeio gratuito e imperdível.
O que eu encontrei em minha visita por lá?
Um centro histórico modesto, mas cheio de personalidade. A mistura entre o antigo e o moderno me encantou. A Costanera é um ótimo lugar para sentir o clima da cidade, principalmente ao entardecer. Apesar da simplicidade, o calor humano dos paraguaios é o que mais me marcou nesse primeiro dia.










Dia 2 – Mercados, história e bairros boêmios
No segundo dia, decidi explorar os mercados populares. Comecei pelo Mercado 4, onde se vende de tudo — roupas, frutas, utensílios, eletrônicos. Um caos organizado, colorido e barulhento. Almocei um “lomito” na rua, típico sanduíche paraguaio, barato e bem servido.
À tarde, fui ao Museo de la Memoria, que aborda os anos da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). É um lugar pequeno, mas impactante. Depois, segui para o bairro Carmelitas, região com bares e cafés descolados. À noite, aproveitei a cena noturna em um bar de jazz no bairro Villa Morra, bem frequentado e com bons preços.
O que eu encontrei em minha visita por lá?
Vi duas Assunções distintas: a popular e tradicional dos mercados e a moderna e cosmopolita dos bares. O Museo de la Memoria me fez refletir muito sobre o passado recente do Paraguai e a importância de preservar essas memórias. À noite, me surpreendi com a vida cultural da cidade, que vai além do que imaginava.
Dia 3 – Natureza e cultura alternativa
No último dia, aproveitei para fazer algo diferente: visitei o Jardín Botánico y Zoológico de Asunción, um grande espaço verde onde é possível caminhar por trilhas, ver animais e fugir do calor. Levei um lanche e fiz um piquenique à sombra das árvores. Depois, fui ao bairro San Jerónimo, uma espécie de vila colorida com arte urbana e mirantes para o rio, ainda pouco conhecida pelos turistas.
Fechei a viagem com uma visita à Galería Fábrica, um espaço alternativo de arte, design e exposições temporárias, bem perto do centro. Lá, comprei lembranças autênticas e conversei com artistas locais.
O que eu encontrei em minha visita por lá?
Um lado tranquilo e criativo de Assunção. O jardim botânico é uma boa pedida para quem gosta de natureza e quer respirar fora da área urbana. Já San Jerónimo é um segredo bem guardado, com ruas que lembram cidades do interior. A cena artística alternativa também me impressionou, revelando um Paraguai muito além dos estereótipos.
E aí, vale?
Assunção pode não ter os atrativos monumentais de outras capitais, mas compensa com charme, história e um custo acessível para o viajante. Com três dias bem planejados, é possível explorar mercados autênticos, museus impactantes e bairros vibrantes. Mais do que uma capital, é um mergulho em um país pouco falado e cheio de surpresas. E se você der uma chance, talvez descubra, como eu, que Assunção não é um lugar para ver e ir embora, mas para sentir e guardar na memória.
POR FIM
Esse relato é 100% baseado na minha experiência e nas coisas que eu conheci por lá. Ninguém melhor para lhe dizer como é, do que quem foi, não é?
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